Área industrial deve abrigar megaprojeto de SAF
A planta utilizará tecnologia de processo AtJ da Honeywell UOP
A planta utilizará tecnologia de processo AtJ da Honeywell UOP - Foto: Divulgação
A produção de combustível sustentável de aviação a partir do etanol deve ganhar um novo projeto de grande escala no Brasil. A iniciativa busca aproveitar a competitividade da cadeia nacional de matérias-primas renováveis e a infraestrutura logística disponível em uma das principais regiões industriais do país.
A JetBio anunciou a obtenção dos direitos exclusivos sobre uma área em Paulínia, no interior de São Paulo, para desenvolver aquela que pretende ser a maior unidade do mundo de SAF produzido pela rota Alcohol-to-Jet, conhecida como AtJ. O empreendimento ficará em uma região estratégica da cadeia brasileira de etanol, com acesso a rodovias, ferrovias, dutovias e portos.
Segundo a companhia, a localização deve permitir o suprimento competitivo de etanol de baixa intensidade de carbono, produzido a partir de resíduos, milho de segunda safra e cana-de-açúcar. A previsão é tomar a decisão final de investimento no primeiro trimestre de 2027, com início da produção em 2030.
A planta utilizará tecnologia de processo AtJ da Honeywell UOP. O projeto aposta na base agrícola brasileira, na maturidade da indústria de etanol de baixo carbono e no ambiente regulatório voltado às energias renováveis para estabelecer uma plataforma de referência global na produção de AtJ-SAF.
O CEO da JetBio, Will Moore, avaliou que o Brasil reúne matérias-primas, infraestrutura, conhecimento técnico e condições regulatórias para liderar a produção de combustível sustentável de aviação. Já Bruce Rastetter, fundador e presidente do conselho da Summit Agricultural Group, relacionou o avanço do projeto à demanda por fornecimento confiável e em larga escala de combustível de aviação de baixo carbono.